Bem-estar

Vocação matrimonial é experiência de conhecimento mútuo, afirma casal

ResumoAlisson e Solange Schila, coordenadores da Pastoral Familiar, definem a vocação matrimonial como experiência de conhecimento mútuo e constante. O processo inicia no namoro e se aprofunda na vida a dois, exigindo diálogo e entrega diária. A reflexão integra a segunda semana do Mês das Vocações, dedicada pela Igreja à vocação familiar.

Na segunda semana do Mês das Vocações, a Igreja dedica a reflexão à vocação familiar. Alisson e Solange Schila, coordenadores da Pastoral Familiar, explicam por que o matrimônio é uma experiência de conhecimento mútuo e constante, que começa no namoro e se aprofunda na vida a doi

Irmã Beatriz Cordeiro
por Irmã Beatriz Cordeiro · Religiosa e educadora · 12 de agosto de 2026 · 4 min
Vocação matrimonial é experiência de conhecimento mútuo, afi

Vocação matrimonial é experiência de conhecimento mútuo, afirma casal

A segunda semana do Mês das Vocações, em agosto, é dedicada à vocação familiar. Mais do que "juntar as escovas de dente", um casal é chamado a experimentar uma realidade muito maior, marcada pelo sacramento do matrimônio. Nele, experimenta-se a doação total um ao outro, gerando testemunho para aqueles que estão ao redor.

O que é a vocação matrimonial? É a experiência de convivência e conhecimento mútuo e constante entre um homem e uma mulher, vivida no sacramento do matrimônio. O discernimento dessa vocação é tão importante quanto o de outros estados de vida e exige oração, reflexão e tempo, como explicam Alisson e Solange Schila, casal coordenador nacional da Pastoral Familiar.

Discernimento vocacional: por que o matrimônio exige mais?

Alisson observa que o discernimento dessa vocação é mais complexo, pois depende da resposta de duas pessoas, ao passo que a resposta a outras vocações é pessoal. Entre os pontos que devem ser considerados nesse período, Solange cita a reflexão sobre a capacidade de doação e entrega ao outro e de construir uma família.

"Deve ser um momento de autoconhecimento e de conhecimento do outro, se há objetivos comuns e quais são as prioridades", aponta Alisson. Para Solange, normalmente quem pode orientar um casal neste discernimento são outras famílias, que vivem a vocação matrimonial com todos os seus desafios e alegrias e que já têm essa caminhada.

As fases da vocação matrimonial: do namoro ao casamento

Segundo Alisson, a vocação matrimonial, familiar, é uma experiência de convivência e conhecimento mútuo e constante. Por isso, há algumas fases extremamente importantes:

  1. Namoro: período de conhecimento e discernimento.
  2. Noivado: onde vai se afinando esse conhecimento e a proximidade.
  3. Primeiros anos do matrimônio: onde também se encontram elementos de conhecimento, de referencialidade, de autoconhecimento e de conhecimento do outro.

"Os cuidados que devem ser levados em conta é para que se tenha, mesmo no namoro e no noivado, esse conhecimento, assumindo o outro com toda a sua história, com todo o seu ser, com todas as suas maneiras. É realmente assumir a outra pessoa também como parte sua", expressa Solange.

A fé como alicerce do matrimônio

Alisson destaca que não pode faltar, nesse caminho, a experiência de fé e de proximidade com Cristo. "Esse é um segredo de toda vocação: Jesus dá a todos os seus discípulos, principalmente aqueles que respondem ao sacramento do matrimônio, a força espiritual interior e o conteúdo missionário do anúncio do Reino", salienta.

Neste contexto, o coordenador aponta a importância da proximidade entre os cônjuges. "Dizemos que o matrimônio é um sacramento de resposta cotidiana, onde nós, ao acordar e ao dormir, reafirmamos essa intenção de vivermos e convivermos todos os dias, enquanto esposo e esposa, enquanto pai e mãe, para que possamos fazer um encontro com o Senhor todos os dias e dar nosso testemunho de casados", indica.

Como a Igreja acompanha os casais?

Solange observa que, nesta jornada de discernimento, a Igreja dispõe de casais que já vivem essa vocação matrimonial para preparar, através de um verdadeiro itinerário, aqueles que se preparam para trilhar o mesmo caminho.

"Para colaborar conosco nesses momentos importantes da vocação familiar, é importante no namoro, por exemplo, procurarmos um grupo paroquial para que juntos possamos fazer um discernimento, um encontro com o Senhor dentro daquela realidade a qual nós escolhemos vocacionalmente", reitera Alisson.

Ele frisa que a Igreja pede uma preparação especial, para que, quando chegar o momento, a resposta dada pelo casal seja uma resposta madura. Neste sentido, a Pastoral Familiar atua diretamente neste acompanhamento aos casais que buscam o sacramento do matrimônio, sejam eles jovens ou pessoas que já convivem e estão buscando casar-se.

A vida após o matrimônio: a Igreja doméstica

Da mesma forma, a Igreja segue acompanhando seus filhos, mesmo após o matrimônio. Solange sinaliza que, na criação dos filhos, a Igreja aponta um caminho muito sólido e seguro para a educação, pautado sempre no Evangelho. "Nós somos convidados a aprofundar cada vez mais a liturgia da casa, a Igreja doméstica, a fazermos esses processos dentro de nós mesmos para que possamos passar isso tudo aos nossos filhos", conclui Alisson.

Para quem deseja se aprofundar no tema, a Igreja oferece outras reflexões sobre vocações, como as lições de São João Paulo II e do Papa Francisco sobre a vocação familiar. vocação familiar: confira lições de São João Paulo II e do Papa Francisco

Perguntas Frequentes

O que é a vocação matrimonial?

É a experiência de convivência e conhecimento mútuo e constante entre um homem e uma mulher, vivida no sacramento do matrimônio, onde se experimenta a doação total um ao outro.

Como discernir a vocação matrimonial?

O discernimento exige oração, reflexão e tempo, além do apoio de outras famílias que já vivem a vocação matrimonial com seus desafios e alegrias.

Qual a importância do namoro e noivado?

O namoro é o período de conhecimento e discernimento; o noivado afina esse conhecimento e a proximidade, preparando para os primeiros anos do matrimônio.

Como a Igreja acompanha os casais?

A Pastoral Familiar acompanha os casais que buscam o sacramento, e a Igreja segue orientando a criação dos filhos, pautada no Evangelho e na liturgia da casa.

O que é a Igreja doméstica?

É a vivência da fé dentro do lar, aprofundando a liturgia da casa e transmitindo aos filhos os valores do Evangelho no dia a dia.

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