Trienal de Arte das Universidades Católicas reúne 7 países
A primeira Trienal de Arte das Universidades Católicas reúne artistas de sete países entre 2026 e 2027. Iniciativa do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé terá exposições no Rio de Janeiro, Santiago, Bogotá, Boston, Milão, Lisboa e Luanda.
Trienal de Arte das Universidades Católicas reúne artistas de sete países
A primeira Trienal de Arte das Universidades Católicas reúne artistas de sete países em uma iniciativa internacional promovida pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé. Intitulada "Exercises in Empathy" ("Exercícios de Empatia"), a edição será realizada entre 2026 e 2027, com exposições, encomendas artísticas, publicações e programas públicos em sete cidades: Rio de Janeiro, Santiago, Bogotá, Boston, Milão, Lisboa e Luanda. A programação culminará em Veneza.
A proposta é promover uma reflexão sobre o papel da arte e da educação universitária diante das questões mais urgentes do nosso tempo, com especial atenção às relações humanas e ao conceito de empatia. A arte surge como espaço de diálogo, reflexão e construção de novas perspectivas diante dos desafios do mundo contemporâneo.
O que é a Trienal de Arte das Universidades Católicas
A Trienal de Arte das Universidades Católicas é a primeira edição de uma iniciativa que reúne universidades católicas, artistas, curadores e instituições culturais de diferentes países. A ideia central é levar a reflexão sobre a dimensão humana para o espaço público, valorizando a arte como instrumento de diálogo.
No contexto do avanço das tecnologias de inteligência artificial, a Trienal também pretende aprofundar o debate sobre aquilo que distingue a experiência humana. Na Encíclica Magnifica Humanitas, o Papa Leão XIV afirma que as inteligências artificiais podem simular empatia e compreensão, mas não possuem a experiência afetiva, relacional e espiritual própria do ser humano (MH, n. 99).
As sete universidades participantes
A primeira edição contará com a participação de sete universidades católicas:
- Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Brasil
- Pontificia Universidad Católica de Chile, Chile
- Pontificia Universidad Javeriana, Colômbia
- Università Cattolica del Sacro Cuore, Milão, Itália
- Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, Portugal
- Universidade Católica de Angola, Luanda, Angola
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro está entre as universidades participantes da primeira edição da Trienal.
Programação e cidades-sede
A programação terá início no Brasil, no dia 27 de agosto, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. A exposição permanecerá aberta até 15 de novembro de 2026. As demais cidades recebem exposições ao longo de 2026:
- Rio de Janeiro, Brasil, 27 de agosto: PUC-Rio, exposição até 15 de novembro de 2026.
- Santiago, Chile, 3 de setembro: Pontificia Universidad Católica de Chile, exposição até 22 de novembro de 2026.
- Bogotá, Colômbia, 9 de setembro: Pontificia Universidad Javeriana, exposição até novembro de 2026.
- Boston, Estados Unidos, 23 de setembro: Boston College, exposição até dezembro de 2026.
- Milão, Itália, 6 de outubro: Università Cattolica del Sacro Cuore, exposição até dezembro de 2026.
- Lisboa, Portugal, 12 de outubro: Universidade Católica Portuguesa, exposição até 15 de dezembro de 2026.
- Luanda, Angola, 29 de outubro: Universidade Católica de Angola, exposição até 20 de dezembro de 2026.
Artistas confirmados em cada cidade
A Trienal reúne artistas de diferentes países e trajetórias. No Rio de Janeiro, participam Ana Maria Maiolino, Antonio Manuel, Arthur Jafa, Brígida Baltar, Igor Jesus, João Modé e Julianknxx.
Em Santiago, a programação reúne Adán Vallecillo, Antonio Pichillá, Benvenuto Chavajay, Bernardo Oyarzún, Deborah Stratman, Detanico Lain, Donna Conlon, Glenda León, Hamish Fulton, Josefina Guilisasti, Katherine Jones RA, Korakrit Arunanondchai, Kuenan Tikuna, Nuno da Luz, Patricia Domínguez, Pilar Elgueta, Rivane Neuenschwander, Rosario López, Sofía Nercasseau e Ximena Garrido-Lecca.
Em Bogotá, participam Alejandro Castillejo, Angélica Piedrahita, Apichatpong Weerasethakul, Claudia Andujar, Cromoactivismo, David Vélez, François Bucher, José Ismael Manco, Julieth Morales, Leonel Vasquez e Carolina Ortíz, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Nicolás Leyva Towsend e Sergio Maggioni.
A exposição em Boston contará com Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Deb Todd Wheeler, Jeremy Frey, Lisa Elmaleh, Lucky Pierre, Manthia Diawara, Sidival Fila, Sonia Gomes e Irmã Corita Kent.
Em Milão, estarão presentes Gian Maria Tosatti, Orla Barry, Rodrigo Cass e Rui Chafes.
A programação de Lisboa reúne Andreia Santana, Aires Mateus, Amadeo de Souza Cardoso, Ana Vieira, Augusto Alves da Silva, Carlos Bunga, Cristián Salineros F., Daniel Blaufuks, Délio Jasse, Dimakatso Mathopa, Francesca Woodman, Gordon Matta-Clark, Heidi Bucher, Helena Almeida, Irineu Destourelles, João Abel Manta, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Julião Sarmento, Lara Almárcegui, Maria Beatriz, Martha Rosler, Mona Hatoum, Nicolás Paris, Patrícia Garrido, Pedro Costa, Rafa Bqueer, René Tavares, Taysir Batniji, Vanderlei Lopes e William Eggleston.
Em Luanda, participam Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Débora Sandjai, Deborah Stratman, Edson Chagas, Flávio Cardoso, Gegé M'bakudi, Gennesis Ferreira, Geração de 80, Hemak, Irene A'mosi, Iris Chocolate, Januário Jano, Joice Zau, Kiluanji Kia Henda, Lwana Bartholomeu, Mónica de Miranda, Mussunda N'zombo, Os Espacialistas, Sammy Baloji, Sarhai e Tiago Mena Abrantes.
O papel das universidades católicas
O Cardeal José Tolentino de Mendonça, Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, destaca o papel das universidades católicas como espaços de criatividade, conhecimento e transformação. Segundo ele, ao apresentar as universidades católicas como centros de criatividade e irradiação, São João Paulo II estabeleceu um programa que cada geração é chamada a concretizar de maneira renovada.
Nesse sentido, a universidade é compreendida não apenas como espaço de transmissão de conhecimentos, mas como uma comunidade capaz de gerar novas ideias, estabelecer conexões e imaginar novos caminhos para a sociedade.
A proposta está em sintonia com o apelo do Papa Leão XIV, que, na Magnifica Humanitas, incentiva as universidades a interpretar criativamente a complexidade dos desafios contemporâneos e a contribuir para "tornar mais justa e fraterna a vida das nossas sociedades" (MH, n. 47).
Curadoria e realização
A iniciativa é encomendada pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé e tem como curador-chefe Nuno Crespo, curador, crítico de arte, professor e investigador da Universidade Católica Portuguesa.
A Trienal de Arte das Universidades Católicas nasce, assim, como uma iniciativa de diálogo entre arte, educação, cultura e sociedade, reunindo diferentes perspectivas em torno da valorização da pessoa humana.
Perguntas Frequentes
Quando começa a Trienal de Arte das Universidades Católicas?
A programação tem início no dia 27 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Quantos países participam da Trienal?
A primeira edição reúne artistas de sete países, com exposições em sete cidades: Rio de Janeiro, Santiago, Bogotá, Boston, Milão, Lisboa e Luanda.
Quem organiza a Trienal de Arte das Universidades Católicas?
A iniciativa é encomendada pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, com curadoria-chefe de Nuno Crespo.
Onde será a culminância da Trienal?
A programação culminará em Veneza, conforme anunciado na apresentação da primeira edição.
Qual o tema da primeira edição?
A primeira edição tem como tema "Exercises in Empathy" ("Exercícios de Empatia"), refletindo sobre as relações humanas e a dimensão da empatia diante dos desafios contemporâneos.