Nossa Senhora nunca deixa de cuidar dos filhos, diz Parolin
Em Missa no Santuário de Guadalupe, Cardeal Pietro Parolin destacou que Nossa Senhora nunca deixa de cuidar dos filhos. Entenda o contexto da celebração e a mensagem do secretário de Estado do Vaticano.
Nossa Senhora nunca deixa de cuidar dos filhos, diz Cardeal Parolin
O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, celebrou a Missa no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, nesta quarta-feira, 5. A celebração no templo tão querido pelo povo mexicano foi um dos momentos mais marcantes de sua visita ao país, concluída nesta quinta-feira, 6.
O que Parolin disse sobre Nossa Senhora? Em sua homilia, o cardeal destacou que a Virgem "nunca deixa de demonstrar proximidade e cuidado para com os filhos, ajudando-os sempre a se aproximarem cada vez mais do seu Divino Filho". A mensagem conecta os milagres da neve sobre o Monte Esquilino, em Roma, e o de Guadalupe, quando rosas caíram do manto de São Juan Diego.
A dupla memória litúrgica de 5 de agosto
O dia 5 de agosto marca uma dupla memória litúrgica. Em Roma, recorda-se o milagre da neve sobre o Monte Esquilino, "reproduzido" todos os anos na Basílica de Santa Maria Maior com uma chuva de pétalas. No México, celebra-se o milagre de Guadalupe, no qual rosas caíram do manto de São Juan Diego.
A conexão entre os milagres e a fé
Ao relembrar ambos os episódios, Parolin identificou a conexão entre eles: a presença da Virgem, que nunca deixa de cuidar dos filhos. Essa mesma determinação, acrescentou, é verificada na mulher cananeia citada na Liturgia do dia, que implorava pela ajuda de Jesus para sua filha atormentada por um demônio. O Senhor, diante dessa fé profunda, a curou.
A urgência de anunciar a Boa Nova
A partir de um lugar de peregrinação, reflexão, conversão, missão e oração, o secretário de Estado do Vaticano reafirmou a urgência de anunciar a Boa Nova em um mundo onde "o flagelo da guerra, o horror da fome e a devastação da violência são, infelizmente, muito frequentes".
Um caminho para reconciliar culturas e povos
A comemoração da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe é uma ocasião para expressar o desejo de que ela mostre "um caminho para reconciliar culturas e povos em uma fé verdadeiramente universal". Parolin recomendou "estar presente também para com os necessitados, os marginalizados, os migrantes e os estrangeiros".
A força dos simples
"Por mais fracos e pequenos que sejamos, graças a Deus podemos realizar maravilhas", afirmou o cardeal. Ele lembrou que o Senhor "não se manifestou aos poderosos nem aos influentes, mas a um homem simples; e, no entanto, sua mensagem, por meio dele, alcançou os cantos mais remotos do mundo".
O testemunho dos crentes em meio ao sofrimento
Parolin compartilhou ainda o testemunho fiel dos crentes que seguem a Cristo em meio às dificuldades, seja nos campos de refugiados, nos hospitais de campanha, no trabalho de assistência em zonas de guerra ou em áreas devastadas por doenças. A homilia concluiu-se com referência às "muitas comunidades" marcadas "pela violência e pela agressividade" e às famílias que conheceram a dor da perda por causa disso.
A construção da paz
A construção da paz parte do coração e deve ser alimentada constantemente com a oração. Não é uma opção adicional para os cristãos, mas a essência da relação com Deus, concluiu Parolin.
Perguntas Frequentes
O que o Cardeal Parolin disse sobre Nossa Senhora?
Ele afirmou que a Virgem nunca deixa de demonstrar proximidade e cuidado com os filhos, ajudando-os a se aproximarem do Divino Filho.
Onde Parolin celebrou a Missa?
No Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, em 5 de agosto.
Qual é a dupla memória litúrgica de 5 de agosto?
O milagre da neve sobre o Monte Esquilino, em Roma, e o milagre de Guadalupe, com as rosas no manto de São Juan Diego.
O que o cardeal disse sobre a paz?
A construção da paz parte do coração e deve ser alimentada com oração, sendo essência da relação com Deus.
Qual foi a recomendação de Parolin aos fiéis?
Estar presente para com os necessitados, os marginalizados, os migrantes e os estrangeiros.