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Cardeal Damasceno celebra 40 anos de ministério episcopal

ResumoCardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, celebrou missa no Santuário Nacional em comemoração aos 40 anos de ministério episcopal. A cerimônia reuniu bispos brasileiros e antecipou as homenagens ao cardeal, que completou quatro décadas de ordenação episcopal. O evento destacou a trajetória eclesiástica de Damasceno, marcada por serviços à Igreja Católica no Brasil.

O arcebispo emérito de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidiu missa no Santuário Nacional e antecipou as comemorações pelos 40 anos de ministério episcopal, com a presença de diversos bispos brasileiros.

Tiago Belmonte
por Tiago Belmonte · Jornalista de religião · 05 de agosto de 2026 · 4 min
Diaconato: origem, missão e curiosidades da vocação

O arcebispo emérito de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidiu na manhã desta quarta-feira, 5, a Santa Missa das 9h no Santuário Nacional de Aparecida. A celebração antecipou as comemorações pelos 40 anos de sua ordenação episcopal, completados no próximo mês, e reuniu diversos membros do episcopado brasileiro. Entre eles, o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta; o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva; o bispo de Lorena (SP), Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias; e o também arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, além de sacerdotes, religiosos e fiéis.

Na homilia, Dom Damasceno fez memória de sua caminhada episcopal e dos 13 anos em que esteve à frente da Arquidiocese de Aparecida, período que definiu como um dom da fidelidade de Deus. Recordou que todo ministério nasce da graça e é sustentado pelo Senhor, que conduz, fortalece e renova a missão da Igreja.

Inspirado pelas leituras do dia, o cardeal ressaltou que a vocação precede qualquer ministério e que, antes de servir, todo cristão é alcançado pela misericórdia de Deus. Segundo ele, é desse amor eterno e fiel que brota a missão evangelizadora da Igreja.

Ao refletir sobre o ministério episcopal, recordou que ele é construído diariamente por Deus, em meio às alegrias, aos desafios, às dúvidas, às decisões difíceis e ao constante chamado à conversão. Citou Santo Agostinho ao recordar que "para vós sou bispo; convosco sou cristão", destacando que o episcopado não representa privilégio, mas uma missão de serviço. Ele destacou o Batismo como o fundamento da vida cristã, antes de qualquer serviço ou função.

Meditando sobre o Evangelho da mulher cananeia, o cardeal chamou a atenção para o clamor daqueles que sofrem. Recordou que a dor humana frequentemente se manifesta como um grito de quem busca esperança e, por isso, a Igreja é chamada a acolher, e não a afastar aqueles que se aproximam em busca de Deus.

Dom Damasceno relacionou essa passagem à realidade dos milhares de romeiros que chegam diariamente ao Santuário Nacional de Aparecida. Segundo ele, cada peregrino traz consigo as alegrias, os sofrimentos e as intenções de suas famílias, repetindo, muitas vezes, a mesma súplica da mulher do Evangelho: "Senhor, socorre-me".

Nesse sentido, afirmou que a missão da Igreja é anunciar que Deus permanece próximo de seu povo e que Nossa Senhora continua caminhando com aqueles que recorrem à sua intercessão. Ressaltou ainda que acolher bem os peregrinos também é uma forma concreta de evangelizar.

Ao falar da vocação da Arquidiocese de Aparecida, destacou que a presença da imagem de Nossa Senhora representa uma grande honra, mas também uma responsabilidade. Segundo ele, toda honra recebida da parte de Deus deve transformar-se em serviço aos irmãos, especialmente por meio da acolhida aos peregrinos.

Dirigindo-se aos fiéis, o purpurado recordou que, diante da Eucaristia, todos são igualmente necessitados da misericórdia divina. Embora os ministérios sejam distintos, explicou, cada vocação participa da mesma missão de Cristo por meio do serviço.

O cardeal também ressaltou o papel dos leigos na vida da Igreja. Conforme afirmou, a evangelização não acontece apenas quando um sacerdote ou bispo celebra os sacramentos, mas também quando as famílias vivem a fé, os jovens testemunham o Evangelho e os cristãos levam os valores de Cristo aos ambientes em que estão presentes.

Ao concluir a homilia, Damasceno agradeceu a Deus pelos frutos de seu ministério episcopal e reconheceu que todo o bem realizado ao longo desses 40 anos procede da graça do Senhor. Ao final, os fiéis presentes no Santuário Nacional de Aparecida o homenagearam com uma calorosa salva de palmas.

Natural de Capela Nova (MG), o Cardeal Raymundo Damasceno Assis foi ordenado sacerdote em 19 de março de 1968 e bispo em 15 de setembro de 1986. Atuou como bispo auxiliar de Brasília, professor da Universidade de Brasília (UnB), secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de integrar diversos organismos e sínodos da Igreja. Em 2004, foi nomeado arcebispo de Aparecida e, em 2010, criado cardeal pelo Papa Bento XVI. Também presidiu a CNBB entre 2011 e 2015 e desempenhou importantes missões em assembleias sinodais e organismos da Santa Sé, tanto durante os pontificados de Bento XVI quanto de Francisco.

Perguntas Frequentes

Quando o Cardeal Damasceno foi ordenado bispo?

O Cardeal Raymundo Damasceno Assis foi ordenado bispo em 15 de setembro de 1986, em cerimônia que completa 40 anos em 2026.

Onde o Cardeal Damasceno celebrou a missa dos 40 anos?

A celebração ocorreu na manhã de quarta-feira, 5, no Santuário Nacional de Aparecida, com a Santa Missa das 9h.

Quem participou da celebração com o Cardeal Damasceno?

Participaram o Cardeal Orani João Tempesta, Dom Mário Antônio da Silva, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, Dom Orlando Brandes, além de sacerdotes, religiosos e fiéis.

Qual foi o tema central da homilia do Cardeal Damasceno?

O cardeal refletiu sobre o ministério episcopal como serviço, citou Santo Agostinho e destacou o Batismo como fundamento da vida cristã.

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